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domingo, 24 de julho de 2011

PASTORAL: "Por ti darei minha vida"

"Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte."

          Nosso país tem 160 milhões de pessoas que ainda não reconhecem o Senhor Jesus como Único e suficiente Salvador de suas vidas. Definitivamente nosso Brasil "não é do Senhor Jesus", como muitos insistem em afirmar! Por conta dessa falta do Senhorio de Cristo na vida do nosso povo, estamos convivendo com toda a sorte de impiedade e transgressão.
          Muita coisa tem contribuído para essa dura realidade. A própria Palavra de Deus vai nos dizer que nos últimos dias "o amor se esfriaria" - e onde há falta de amor, sobra impiedade, sobra transgressão, sobra egocentrismo, sobra inveja, sobra cobiça.
          Mas a Bíblia também vai nos dizer que esses últimos tempos seriam muito oportunos para se pregar a Palavra. Mas acontece que a Palavra de Deus não deve ser pregada de qualquer maneira. A Palavra de Deus não deve ser lançada, semeada, sem que o pregador, o semeador, o evangelista esteja respaldado por uma vida santificada, piedosa, separada e dependente do Deus da Palavra. Com certeza, não era esse o pensamento do apóstolo Paulo quando disse: "Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte". Claro que não. O pensamento dele era que sua vida dali em diante seria a vida de Cristo e a Sua obra.
          Paulo disse certa vez: "Sede meus imitadores como eu sou de Cristo".
          Um grande pregador disse certa vez: "Ao evangelizar, se preciso, fale". Esse pregador disse isso porque a pregação pressupõe vida, na prática, daquele que está semeando o Evangelho das Boas-Novas, o Evangelho que transforma, o Evangelho que quebranta, enfim, o Evangelho que faz novas todas as coisas.
          Aquele grande pregador disse isso porque a pregação pressupõe vida parecida com a de Cristo. A pregação do Evangelho pressupõe vida de humidade, não de exaltação; vida simples, não de ostentação; vida altruísta, não egocêntrica.
          Não tenho dúvida em afirmar que, se todo crente em Jesus Cristo levasse uma vida coerente com a santidade do Deus que o salvou; se zelasse pelo bom testemunho; se procurasse ter uma vida cada vez mais parecida com a vida que Cristo teve aqui neste mundo, certamente teríamos, num futuro bem próximo, um número sensivelmente menor de descrentes em nosso Brasil.
          Portanto, não há momento melhor, nem mais propício, de colocarmos em prática a oportuna exortação do apóstolo Pedro, que diz: "antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós" (1Pe. 3. 15).
          Que Deus nos permita dizer mui brevemente, como fruto de uma vida separada para Ele e dependente dele: O Brasil verdadeiramente é do Senhor Jesus!
         
           (Junta de Missões Nacionais)

           Com amor e carinho,
            Pr. Sandro Reis, servo.


domingo, 10 de julho de 2011

PASTORAL: O PODER DE DEUS E A ORAÇÃO DO HOMEM (PR.SANDRO REIS)

          "Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos. Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra. E orou outra vez, e o céu deu chuva, e a terra produziu o seu fruto". (Tiago 5: 16-18)

          Há uma certeza que direciona o nosso relacionamento com Deus: Ele escuta as orações, responde às orações e se move como resposta às orações. Jesus ensinou: "...Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível" (Mateus 17:20).
          O apóstolo Paulo nos diz: "Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo". (2 Coríntios 10: 4-5)

- Como posso me utilizar do poder que há na oração?

          O poder da oração não é resultado da oração de uma pessoa. Pelo contrário, o poder reside em Deus, a pessoa a quem estamos orando. O poder está em quem dá, e não em quem pede! O apóstolo João nos diz: "E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito". (1 João 4: 14-15)
          Deus responde às orações que estão de acordo com a sua vontade. Suas respostas não são sempre sim, mas são sempre o melhor para nós. Quando oramos com fé e de acordo com a vontade de Deus, Deus responde poderosamente!

- Como devo orar?

          Orar é comunicar-se com Deus. Tudo o que você precisa fazer é pedir a Deus por ajuda.
          "Então, na sua angústia, clamaram ao SENHOR, e ele os livrou das suas tribulações. Fez cessar a tormenta, e as ondas se acalmaram. Então, se alegraram com a bonança; e, assim, os levou ao desejado porto". (Salmo 107:28-30)
          A oração traz o poder de Deus! O amor e o poder que Deus disponibiliza para nossas orações se destina a todos os tipos de pedidos e problemas.
          A bíblia nos mostra Deus respondendo orações em várias situações. O poder da oração venceu inimigos (Salmos 6: 9-10), venceu a morte (2 Reis 4: 3-36), trouxe a cura (Tiago 5: 14-15) e derrotou demônios (Marcos 9: 29). Deus, através da oração, abre os olhos, transforma corações, cura as feridas e dá sabedoria (Tiago 1: 5). O poder da oração nunca deve ser subestimado porque ela se sustenta da glória e poder do Deus do universo infinitamente poderoso!
           "Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições pela oração e pela súplica, com ações de graças." (Filip. 4: 6)

Que Deus te abençoe,
Com amor e carinho,
Pr. Sandro Reis, servo.

domingo, 19 de junho de 2011

PASTORAL: ESTABELECENDO UMA ALIANÇA FIEL COM DEUS (PR. SANDRO REIS)

"Por causa de tudo isso estabelecemos aliança fiel e a escrevemos; e selaram-na os nossos príncipes, os nossos levitas e os nossos sacerdotes." (Neemias 9: 38)

          O livro de Neemias mostra-nos a necessidade de estarmos estabelecendo e preservando de maneira fiel a aliança que temos com Deus. O que levou o povo de Deus, no passado, a selar uma aliança fiel com o Senhor? Neemias explica que o povo se lembrou da sua primeira crise quando estava cativo no Egito e da forma como Deus foi "perdoador, clemente e misericordioso, tardio em irar-se e grande em bondade não os desamparando" (cap. 9: 10).
          Porém, o povo assumiu e reconheceu que "virou às costas para a lei de Deus, matou os profetas e cometeu grandes blasfêmias" (cap. 9: 26).
          Deus, então permitiu que o povo caminhasse sozinho, e o final não foi feliz - Voltaram a experimentar o cativeiro, só que desta vez, na Babilônia. "Deus os entregou nas mãos dos seus opressores." (cap. 9: 27)
          "Mas Deus, pela sua grande misericórdia, não permitiu que seu povo acabasse e nem o desamparou." (cap. 9: 31)
          O povo também reconheceu que "na abundância de bens que receberam de Deus, na terra espaçosa e fértil que o Senhor pôs diante deles, eles não foram capazes de servir ao Senhor, nem de se converter de suas más obras." (cap. 9: 35)
          Assim, a única alternativa agora, seria apelar para a misericórdia de Deus e tentar estabelecer novamente uma aliança fiel com Ele, e que fosse escrita e selada pelos príncipes, levitas e sacerdotes, que eram as autoridades representativas do povo.
          Penso que isto acontece também conosco. Com a igreja do Senhor Jesus, povo de Deus hoje.
          O Senhor nos vê em situações difíceis, aceita nossas desculpas e pedido de perdão, nos levanta, nos restabelece, nos abastece com abundância de vida e em alguns casos até de bens. E aí nós voltamos ao ponto de partida, voltamos a ser donos de nós mesmos,  e caímos nos cativeiros dos nossos "opressores".
          O que fazer senão apelar mais uma vez para a misericórdia de Deus e estabelecer com Ele uma aliança fiel?

          O que é necessário para firmarmos uma aliança com o Senhor?

1 - Precisamos entender que não somos quem pensamos que somos!

          Em Apoc. 3: 14, Jesus confronta a igreja de Laodicéia:
a) Parecia que era feliz, mas era infeliz;
b) Parecia que era rica, mas era pobre;
c) Parecia que enxergava bem, mas era cega;
d) Parecia que estava vestida, mas estava nua.

2 - Precisamos construir nossa vida pautada na lei de Deus.
(cap. 10: 29) "Seus nobres fizeram um juramento de que andariam na Lei de Deus".

          Isso nos faz pensar em princípios e valores que hoje estão invertidos. Jesus resumiu a Lei de Deus dizendo: "Devemos amar, primeiramente a Deus e em segundo lugar, ao próximo como a nós mesmos." - O alvo final da Lei é Deus e o próximo. Hoje, os valores se invertem e o alvo final passa a ser "eu" e assim, Deus e meu próximo são o meio para que "eu" possa alcançar meus objetivos pessoais que são as bênçãos.
          Hoje, a "bênção" tem tomado o lugar de Deus e isso é um tipo de idolatria! Deus abomina essa inversão de valores!
          "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo  vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim." (Gal. 2: 20)
         
          Pense nisso e que Deus te abençoe,
          Com amor e carinho,
           Pr. Sandro Reis, servo.



   

domingo, 12 de junho de 2011

PASTORAL - QUEBRANDO A FORTALEZA DO ORGULHO (PR. SANDRO REIS)

          Entrar no Reino de Deus não é para qualquer um, muito menos viver as experiências do Seu Reino. A bíblia relata que "muitos serão chamados, mas poucos serão escolhidos". Jesus disse que "o semeador saiu a semear", e semente foi lançada sobre todos os tipos de terra. Porém, só na terra fértil é que a semente pode dar frutos a cem por um! Jesus também disse que a porta do Reino é estreita demais, aliás, ele disse que ele mesmo é a própria porta.
          Certa vez Jesus foi procurado por uma mulher cananéia, grega e de origem siro-fenícia. Esta mulher estava gritando desesperadamente atrás de Jesus e seus discípulos, querendo um pouco de atenção. Ela clamava: "Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim! Minha filha está horrivelmente endemoninhada."
          Uma das coisas que me chamam atenção nessa história é que Jesus não respondeu palavra alguma àquela mulher. Os seus discípulos tiveram que interceder por ela e pediram que Jesus a atendesse e a despedisse.
          Então Jesus disse: "Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel".
          Outra observação importante, é que a mulher não desistiu e quando conseguiu chegar até Jesus, ela o adorou e disse: "Senhor socorre-me".
          Quantos de nós estamos precisando de algum tipo de socorro do Senhor Jesus? De fato, quase sempre estamos necessitando do auxílio do Mestre!
          A pergunta que não quer calar é: Por que Jesus não queria parar para atendê-la? Segundo, por que ele disse que não foi enviado senão às pessoas do povo de Israel? E terceiro, por que Jesus disse que "não é bom pegar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos"? Alguma coisa diferente Jesus estava fazendo, mas o que estava por trás desta atitude tão estranha?
          Jesus enxerga aquilo que o homem não vê, nem nos outros, nem em si mesmo.
          O caso pelo qual a mulher lutava era a libertação espiritual de sua filha. A filha estava possessa, mas parecia que Jesus estava resistindo àquela mulher.
          A bíblia relata que há um motivo que faz com que Deus nos resista - a soberba, que é parceira do orgulho.
          "Deus resiste aos soberbos mas dá graça aos humildes." (Tg 4. 6)
          Jesus a ignorou pois não dava atenção aos seus gritos de desespero. Segundo, ele a discriminou por não ser judia (do povo de Israel). Terceiro, ele a humilhou publicamente quando a comparou aos cachorrinhos. Muito estranho, não? Esta não era uma atitude comum de Jesus. Mas ele precisava tratar o orgulho e a soberba daquela mulher antes de lhe conceder a libertação de sua filha.
          Quando o silêncio de Jesus despreza nosso clamor desesperado, é por que a mão do Senhor está nos resistindo. A fortaleza do orgulho e da soberba precisa ser quebrada.
          Aquela mulher insistiu e disse: "Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem, debaixo da mesa, as migalhas dos filhos de Israel. Naquele momento, ela quebrou seu orgulho de mulher grega, e Jesus reconhecendo sua humildade disse: "Por causa desta palavra, vai: o demônio já saiu de sua filha".
          "Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós... humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará." (Tiago 4. 7-10)

Com amor e carinho
Pr. Sandro Reis, servo.


domingo, 15 de maio de 2011

PASTORAL - PODE HAVER FELICIDADE SEM SACRIFÍCIO?

(Israel Belo de Azevedo, adaptação Pr. Sandro Reis)

          Um homem deixa a sua esposa, grávida, e parte, porque não está mais satisfeito. Os dois trocaram dias e noites de votos eternos, que se tornaram efêmeros por razões rasas, como a possibilidade de um outro amor o qual todas as esperanças são depositadas para que, de fato, seja "eterno". Será? Ainda há uma criança na história, que merece carinho e cuidado, mas isto implicaria em sacrifício.
          Um amigo se torna indiferente ao outro porque não foi correspondido em uma expectativa, que pode até ser justa, por sinal. Os anos anteriores de fidelidade não foram uma poupança suficiente para as despesas da frustração de agora. Há uma amizade na história que, para ser mantida e cultivada, demanda o sacrifício da compreensão e até do perdão, mas a amargura determina que não vale a pena.
          Uma organização sempre contou com a dedicação de um colaborador. No entanto, ela passou a enfrentar dificuldades e decidiu de pronto demitir o membro de sua equipe. Dava para mantê-lo mais tempo, mas a instituição preferiu não se sacrificar e optou por jogar na lata de lixo aquele que vestiu sua camisa por tanto tempo.
          A ideia de sacrífício (fazer algo pelo outro ou até em lugar do outro) é muito estranha à mente humana. Por isto, até hoje o sacrifício vicário (um inocente que se deixa morrer pelo culpado) não é aceito por tantos. Principalmente o sacrifício de Jesus que aponta para o INVISÍVEL (Eterno, mas real) e requer FÉ e de ARREPENDIMENTO. Infelizmente, para muitos, o preço da renúncia é alto demais!
          Só que não há felicidade sem sacrifício. Só isolamento.
         
 "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus de paz será convosco."
(Filipenses 4: 8,9)

         Pense nisso, e que Deus te ilumine.
         Com amor e carinho,
         Pr. Sandro Reis, servo.

domingo, 8 de maio de 2011

PASTORAL - A RESPONSABILIDADE DE SER MÃE (PR.SANDRO REIS)

         Quando lemos algumas histórias Bíblicas, nos deparamos com grandes heróis da Fé, como Moisés, Samuel, João Batista, entre outros, e o próprio Jesus Cristo que tiveram nos seus "bastidores" seu importante alicerce: uma mãe fervorosa e dedicada.
          Ler e estudar um pouco sobre as mães na Bíblia traz encantamento ímpar, pois se percebe a fé e a entrega incondicional ao Deus Criador.
          Todos nós sabemos que a educação vem desde o berço, e hoje se comprova que até mesmo antes do nascimento, já se influencia o feto.
          Algumas mães da Bíblia, como Ana, Joquebede, Maria, Isabel... deixaram características e exemplos de como preparar os filhos para que sejam uma grande Bênção para a sociedade.
          Destaco as orações fervorosas, de todas elas. Que fé, comunhão e diálogo estas mulheres tiveram com o Deus Criador! Seu amor a Deus ao dedicarem seus filhos  como eleitos do Senhor. O amor e a educação dentro do prisma religioso deixaram marcas profundas nestes garotos, que um deles chegou a recusar ser chamado de filho da filha de Faraó. (Heb. 11:24)
Alguns mesmo que alertados, advertidos e admoestados pela mãe fervorosa, desobedeceram aos conselhos, como foi o caso de Sansão, que pela sua desobediência aos Pais, pagou seu preço.
          Hoje o mundo procura os homens fiéis e consagrados, que tenham o Poder do Espírito Santo. Eles existem sim, mas poderiam ser muito mais.
          É verdade que para ser usado por Deus, não é obrigatório ter uma mãe fervorosa, mas que isto tem uma grande influência, não há dúvida.
          Recordo quando era garoto, que minha mãe sempre insistia com a realização do culto doméstico, cada um da família tinha que ler um versículo da bíblia, ou às vezes, ler um versículo da tradicional "caixinha de promessas". Depois lia o estudo do livro "manancial" e não deixava de ensinar meus irmãos a orar. Aos domingos, ela preparava um café reforçado para que nós não sentíssemos fome durante a programação da igreja. O respeito, a reverência ao Deus Criador, foram uma das bases que minha mãe forneceu para que hoje, eu fosse um Pastor. Suas preces, que às vezes eram longas e com lágrimas, me impressionavam. Por várias vezes eu passava pela porta de seu quarto, e lá estava ela ajoelhada ao pé da cama, orando e suplicando ao Senhor. Meu coração se confortava, porque eu sabia que ela também estava orando por mim.
          Hoje, quero escrever para as mães que congregam... Por favor, ensine a criança no caminho que deve andar, dê seu exemplo, seja fiel a Deus, custe o que custar. Instrua seu filho, ofereça vídeos e livros com histórias Bíblicas. Procure amiguinhos que sejam cristãos também. Leve-o sempre para a Igreja, motive-os a participarem da Escola Bíblica e ao Culto Infantil. Afaste literaturas e qualquer outra influência negativa, lembre-se do que Jesus disse: "O que comigo não ajunta, espalha".
          Os desenhos animados da atualidade são paradoxalmente opostos a educação cristã. Ou nós como pais e mães, nos acordamos agora, ou a sociedade em breve não saberá mais o que é o cristianismo vivo.
          A maior herança que podemos deixar para nossos filhos não está no diploma de doutor, nem nas contas em banco, nem mesmo nos imóveis adquiridos, mas no caminho para a salvação espiritual e vida eterna com Deus.
          Procure ser um exemplo. É a melhor fórmula para que seus filhos possam ser usados poderosamente por Deus, e que isto resultará em benefícios para a sociedade e alegrias na sua velhice.

Com amor, zelo e carinho
para as mães fervorosas
Pr. Sandro Reis

domingo, 1 de maio de 2011

PASTORAL - VIRE A PÁGINA! (PR. SANDRO REIS)

"Tem compaixão de mim, ó Senhor, porque estou angustiado; consumidos estão de tristeza o meus olhos, a minha alma e o meu corpo".

(Salmo 31:9)

          Osvaldo trabalhou muitos anos como capataz de uma fazenda em Crixás, Goiás, até conseguir economizar um dinheiro que lhe possibilitou adquirir uma boa propriedade em Araguatins. Levou a família para lá e trabalhou mais de um ano arrumando cerca, roçando mato, cultivando a terra.
          Quando ia fazer a primeira colheita, descobriu que havia sido enganado por falsários. A propriedade, de fato, não lhe pertencia. Debaixo de ameaças, ele e a sua família deixaram tudo para trás e voltaram a Crixás e à "estaca zero".
          Osvaldo entrou em depressão. O mundo acabou para ele. A vida perdeu a graça. Ele perdeu até o ânimo para trabalhar. Entregou os pontos.
          Seu antigo patrão, que gostava muito dele, convidou-o para acompanhá-lo numa viagem a Goiânia para ajudá-lo a escolher um carro. Depois de comprar o veículo, foram ao Hospital do Câncer "Araújo Jorge".
          Osvaldo não entendeu muito bem o que estavam fazendo ali, mas ficou sentado na sala de espera, ao lado do seu amigo, observando todo aquele sofrimento, dor, lágrimas, desespero.
          Homens e mulheres, velhos e crianças, ricos e pobres, gente feia e gente bonita; todos padecendo. Nenhum dos dois disse nada. Não foi preciso.
          Imediatamente, a depressão de Osvaldo foi-se indo embora, pois não se tratava de uma doença, apenas de uma profunda tristeza por ter sido enganado. Mas, ali, em meio a todo aquele sofrimento, o capataz compreendeu que apesar de ter perdido tempo, dinheiro e esperança, ele e sua família continuavam vivos e com saúde. Osvaldo decidiu virar aquela página de sua vida, agradeceu a Deus e voltou a trabalhar.
          Querido irmão, você também precisa virar algumas páginas de sua vida. "Não adianta chorar pelo leite derramado!". Mas para isto, é necessário olhar para o lado e para cima. Para o lado, para ver as circunstâncias ao seu redor como sofrimento do seu irmão, e para cima, para se lembrar que Deus não se esqueceu de você!
          Há coisas que o tempo levou ou se incumbiu de apagar!
          Mas precisamos seguir a orientação bíblica de Paulo:
          "Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus" (Filip. 3:13)
            Temos que viver de verdade o novo nascimento ofertado por Deus a Nós!
           Jesus disse a Nicodemos, homem bom, religioso, importante na sociedade: "Na verdade, na verdade, te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus". (João 3:3)
          Um novo nascimento significa uma nova identidade, uma nova família (a família de Cristo), novos sonhos, nova vida!

         Que Deus te abençoe, com amor, zelo e carinho, Pr. Sandro Reis.

(O Pr. Sandro Reis exerce seu Ministério na Igreja Batista do Flamboyant, em Campos dos Goytacazes)



domingo, 24 de abril de 2011

*PASTORAL - A ORIGEM DA PÁSCOA E O SEU SIGNIFICADO (PR. SANDRO REIS)


A ORIGEM DA PÁSCOA E O SEU SIGNIFICADO


“Quando vossos filhos vos perguntarem: que rito ou festa é esta? Respondereis: É o sacrifício da páscoa ao Senhor que “passou por cima” das casas dos filhos de Israel no Egito, poupando-os da morte quando feriu os egípcios e livrou as nossas casas.” (Êxodo 12.26)


Estamos em meio às comemorações da Páscoa. Muitas pessoas sabem que nesta data, celebramos a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.
Mas o que significa páscoa? E por que celebramos a morte e a ressurreição de Cristo? – Qual a importância da Páscoa hoje?
O termo páscoa tem origem na palavra hebraica “Pessach”, que significa “passar por cima” ou simplesmente “passagem”.
A páscoa era uma festa que tinha por objetivo lembrar e agradecer a Deus pela libertação da escravidão do Egito. Esta libertação só foi possível quando Faraó se quebrantou diante da ordem de Deus para deixar o seu povo sair do Egito.
A resistência de faraó fez com que Deus enviasse as pragas sobre o Egito e somente após a décima praga, com a morte de todos os primogênitos do Egito e o livramento sobrenatural dos filhos dos hebreus, é que Faraó se quebranta e obedece a ordem de Deus deixando o povo de Israel sair do Egito.

Este momento dramático foi marcado por duas passagens:

a) A passagem do “anjo da morte” por cima das casas dos filhos de Israel, poupando seus primogênitos;
b) A passagem que o povo de Deus experimentou saindo de uma vida de escravidão para uma vida de libertação. Esta é a Páscoa Judaica.

Porém, hoje, nós celebramos a Páscoa Cristã.

O que significa a Páscoa de Cristo para nós?

A Páscoa Cristã também significa uma passagem.
Na Páscoa Judaica, era o sangue de um cordeiro aspergido sobre a porta da casa que faria com que a morte “passasse por sobre” ela sem atingi-la.
Na Páscoa cristã, Jesus é este cordeiro que derramou seu sangue na cruz livrando da morte espiritual todo aquele que, por meio da fé, o aceitar como único e suficiente salvador.
Do mesmo modo que o cordeiro usado para livrar o povo de Israel da morte deveria ser sem defeito, Jesus representa este cordeiro puro e sem defeitos, uma vez que não teve pecados.
“João viu a Jesus, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (João 1.29)
“Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” (2 Cor. 5.21)
Da mesma forma que através do sacrifício de um cordeiro, o povo de Israel seria liberto da escravidão no Egito, nós hoje, também podemos ser libertos de uma vida de escravidão no pecado se aceitarmos o sacrifício de Jesus, o que nos garante uma vida celestial eterna com Deus. Por isso que a Páscoa Cristã tem um significado mais amplo e espiritualmente completo do que a Páscoa Judaica, esta é uma sombra da obra redentora de Cristo Jesus.
Na Páscoa Cristã, Jesus substitui os símbolos da antiga páscoa pelos símbolos da nova páscoa:
Ele chama seus discípulos para comemorar a páscoa e naquela noite, ele fala de um novo memorial:
Em Lucas 22.19,20, encontramos: “E tomando pão, e havendo dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, depois da ceia, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo pacto em meu sangue, que é derramado por vós.”
Hoje, a igreja estará celebrando a Páscoa Cristã através do memorial deixado por Jesus que é a Ceia. Prepare-se para este momento.

Que Deus te abençoe,
Com amor e carinho, Pr. Sandro Reis.

(O Pr. Sandro Reis, servo do Senhor, segue seu ministério na Igreja Batista de Flamboyant, em Campos dos Goytacazes/RJ) 

domingo, 17 de abril de 2011

*PASTORAL - FRENTE A FRENTE COM A REALIDADE DO PECADO (PR. SANDRO REIS)

Frente a Frente com a Realidade do Pecado 

           John MacArthur, um dos meus escritores favoritos, escreveu em seu livro "O Evangelho Segundo Jesus", que a igreja contemporânea tem a ideia de que a salvação é apenas a concessão de vida eterna, e não necessariamente a libertação do pecador da escravidão da sua iniquidade pessoal. Dizemos para as pessoas que Deus as ama e tem um plano maravilhoso para suas vidas, mas isto é apenas meia verdade. Deus também odeia o pecado, e irá punir com eterno tormento os pecadores que não se arrependerem. Nenhuma apresentação do evangelho está completa se evita ou esconde estes fatos. Qualquer mensagem que deixe de definir ou confrontar a severidade do pecado pessoal é um evangelho deficiente. E qualquer "salvação" que não cause mudança numa vida de pecado, e não transforme o coração do pecador, não é salvação genuína.
          O pecado não é um problema secundário, no que diz respeito à salvação; o pecado é o problema. De fato, o elemento característico da mensagem cristã é o poder de Jesus Cristo para perdoar e vencer o nosso pecado. De todas as realidades do evangelho, nenhuma delas é mais maravilhosas do que a notícia de que a força escravizadora do pecado foi quebrada. Esta verdade é o centro e a própria vida da mensagem cristã.
          É impossível supor que alguém possa encontrar o Deus Santo das Escrituras, e ser salvo, sem que também venha a reconhecer a hediondez do seu próprio pecado, e, consequentemente desejar abandoná-lo. Na bíblia, aqueles que se encontraram com Deus foram confrontados com profundo senso de sua própria pecaminosidade. Pedro, ao ver quem era Jesus, exclamou: "Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador". (Lucas 5:8). Em 1Timóteo 1: 15, Paulo afirmou: "Fiel é a palavra e digna de toda aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal'. No Antigo Testamento, Jó , que o próprio Deus reconheceu como justo (Jó 1. 1,8), afirmou, após ter uma grande experiência com Deus: "Por isso me abomino, e me arrependo no pó e na cinza". (Jó 42.6). Isaías, ao ver o Senhor, gritou: "Ai de mim! estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o rei, o Senhor dos Exércitos" (Isaías 6.5)
          Há muitos outros exemplos na bíblia, de homens e mulheres que, tendo contemplado a Deus, temeram por suas vidas - sempre porque se sentiram esmagados sob o peso do seu pecado.
          Mas o que acontece quando entendemos o propósito de Deus através de Jesus é justamente o sentimento de libertação deste peso que o pecado recalca sobre nós. Jesus disse: "não vim chamar justos, e, sim, pecadores". (Mat. 9:13)
          Esta é uma das grandes revelações do evangelho - Quem Jesus veio salvar? Jesus veio salvar aqueles que têm consciência de que são pecadores - aqueles que reconhecem ter uma doença fatal, os que não têm esperança, os sofredores, os famintos, os sedentos, os fracos, os cansados, os quebrantados, aqueles cujas vidas estão despedaçadas, os desesperados, em fim, pecadores que sabem que nada merecem, mas que, desejam profundamente ser perdoados. Jesus veio chamar aqueles que não se acham justos. Veio para aqueles que reconhecem quem verdadeiramente são. Um encontro com Jesus faz cair as nossas máscaras. Se não retirarmos nossas máscaras, verdadeiramente, não encontramos com Jesus e consequentemente, não recebemos perdão pelos nossos erros e muito menos a salvação da condenação eterna.
          A verdade é que, a não ser que as pessoas percebam que têm um problema chamado pecado, jamais irão a Jesus em busca do perdão e da salvação. As pessoas não buscam cura a não ser que se sintam doentes; não procuram vida, a não ser que tenham consciência de estarem sob o castigo da morte; não buscam a salvação a não ser que se sintam cansadas da escravidão do pecado.
          A mensagem de Jesus desmascara nossa autojustiça e faz-nos ver os nossos corações iníquos, de maneira que possamos ver a nós mesmos como pecadores.

           Que Deus te abençoe.
           Com amor e carinho,
           Pr. Sandro Reis.

(O Pr. Sandro Reis segue seu ministério na Igreja Batista do Flamboyant, em Campos dos Goytacazes/RJ)

domingo, 10 de abril de 2011

*PASTORAL - O RIO DE DEUS (PR. SANDRO REIS)

O Rio de Deus

"Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo. Deus está no meio dela; não será abalada: Deus a ajudará, ao romper da manhã."

(Salmos 46: 4-5)



          A primeira lição que eu aprendo aqui é que as águas que saem de dentro do templo são águas que saram.

          Templo é lugar de adoração, de encontro com o Senhor. Este é o segredo destas águas, não são águas comuns, são águas espirituais, geradas em Deus e no encontro com Ele. Elas se multiplicam sozinhas e se tornam mais caudalosas que o principal rio de Israel, o rio Jordão. Estas águas são cura não para uma pessoa apenas, mas para sua casa, sua família, para as pessoas que estão à sua volta. Quem tem sede de vida ou está morta pela doença de existir pode ser restaurada pelo rio de Deus que flui de dentro do templo restaurado.

          A boa notícia é que hoje você é o templo de Deus.

           Há uma palavra do próprio Senhor em relação aqueles que crêem ou poderão vir a crer nele. Ele diz: "Quem crer em mim, do seu interior fluirão rios de água viva" (João 7. 38-39)
           "Você é o templo do Espírito Santo." Afirmou ainda o apóstolo Paulo.
            Você é o canal de Deus para a cura desta geração. você é o lugar de onde fluem as águas de Deus que saram. Você é o templo que Deus restaurou, você é a morada do Senhor. Não para a glória do seu próprio nome, mas porque em nós é glorificado o nome do Senhor.

           Existem três tipos de pessoas que não são curadas.

          - Primeiro - Quando há um propósito específico de Deus em usar uma doença, um mal ou uma situação de dor para tratar uma pessoa ou um grupo de pessoas.

          O apóstolo Paulo sofria de um mal que ele chamava de espinho na carne. Não há um consenso entre os estudiosos da Bíblia, mas alguns dizem que poderia ser uma doença nos olhos. Por três vezes o apóstolo orou ao Senhor pedindo a cura daquele mal, mas o Senhor não o curou e disse: "a minha graça te basta porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza." (2 Coríntios 12.7-9)

          - Segundo - Quando não há pecado sem confissão (oculto) ou sem tratamento.

          A falta de perdão, por exemplo, é uma grande brecha para a entrada de doenças. Pessoas que não perdoam não são perdoadas nem curadas por Deus. (Mateus 6.15) 
          O envolvimento com demônios e pecados persistentes também abrem uma brecha espiritual de doenças emocionais e físicas. (1 Coríntios 11. 29-30)

          - Terceiro - Quando a pessoa não sabe ou não crê que pode ser curada.

           A incredulidade é um grande impedimento para o agir de Deus, não porque Deus não tenha poder para curar um incrédulo, eu até até creio que muita gente é curada pela misericórdia de Deus mesmo sem saber que foi Ele, mas a fé move o coração de Deus.
          A fé é o meio pelo qual Deus age em nós com mais liberdade. Quando cremos, não estamos limitando o poder de Deus, mas estamos fechando a nossa vida para a atuação do Senhor em nós.
          A falta de fé não diminui o poder de Deus, mas nos impede de alcançar suas bênçãos para nossas vidas. (Mateus 13.58)

          Conclusão: Deus não rejeita um coração quebrantado. (Salmo 51.17) Qualquer lugar é lugar de milagres quando nos reunimos ou por onde quer que andemos em nome do Senhor. Qualquer tempo é tempo de cura e libertação quando nos submetemos em obediência ao Senhor e rejeitamos a operação do pecado que há em nós. Não somente você ou eu seremos abençoados, mas todos à nossa volta.
          Permita que o Senhor flua através de você como um Rio de Água Viva! Quanto mais você se esvaziar da sua própria vontade, mais Águas de Deus fluirão de você para todos a sua volta.

           Que Deus te abençoe. Com amor, zelo e carinho, Pr. Sandro Reis.

(O Pr. Sandro Reis segue seu ministério na Igreja Batista do Flamboyant em Campos dos Goytacazes/RJ.)

domingo, 3 de abril de 2011

*PASTORAL - FÉ, RAZÃO E SENTIMENTOS (PR. SANDRO REIS)

           A Pastoral de hoje traz uma transcrição extraída do livro "Pentecostal de Coração e Mente - Um chamado ao dom divino do intelecto", título original: "Full Gospel, fractured minds?", obra de Rick Nañez, Editora Vida - 2007,  realizada pelo Pr. Sandro Reis, no Boletim Dominical, Ano V - Nº 77, datado em 20 de Junho de 2010. O Pr. Sandro serve ao Senhor na Igreja Batista Do Flamboyant, em Campos dos Goytacazes/RJ.


 Fé, Razão e Sentimentos


"Devemos empregar o melhor de nossa razão para conhecer quais são as verdadeiras Escrituras canônicas, para expandir o texto para traduzi-lo verdadeiramente, para agregar inferências exatas e justas das declarações das Escrituras, e então aplicar tudo isso em questões de doutrina e adoração."
Richard Baxter - Líder puritano 


          Em nossa revolta contra a razão, às vezes nos perdemos no campo da fé e da emoção e fracassamos em nos preparar para defender essa fé.
          Embora a razão, a lógica e o pensamento crítico não sejam nossas únicas ferramentas, sem eles somos inclinados a interpretar erroneamente a palavra de Deus, possuindo zelo sem conhecimento e utilizando de modo equivocado os dons celestiais.
          É de vital importância crermos que o Espírito Santo ainda fala ao corpo de Cristo e que o direcionamento pessoal é um dos métodos pelo qual Deus dirige seus filhos. Há algo de errado conosco se não nos alegrarmos diante do pensamento de sermos conduzidos pelo Espírito de Deus.
          Entretanto, há também algo de errado se rejeitarmos nossa razão, confundindo cada firme opinião interna com a voz de Deus, fundamentando assim nosso sistema de crença em fenômenos sobrenaturais ininterruptos (reais ou imaginários). Certamente devemos estar abertos a acontecimentos extraordinários, mas devemos acreditar apenas no que é claramente ensinado nas Escrituras.
          Teste cada espírito, avalie todas as coisas, e, evite todas as formas de ser diferente, porque na maioria das vezes isso é mera vaidade.
          Precisamos ser cuidadosos para não seguir toda "unção interior" (especialmente quando essa é egoísta), não nos inclinarmos a buscar sinais e maravilhas e não nos desvencilharmos da lógica e da razão como se elas fossem inimigas do sobrenatural.
          Os dois grandes extremos que não podemos aceitar são: por um lado, o ato de apagar o Espírito e por outro lado, se entregar à mediocridade de viver somente nas esferas do sensacionalismo e do emocionismo.
          Devemos conhecer nossas próprias fraquezas e tendências a fim de trazer equilíbrio para nossa vida espiritual. Uma pessoa nunca conseguirá descobrir tal equilíbrio sem estar aberto a outras visões e sem honestidade diante dos próprios preconceitos.
          Há muito trabalho a ser feito a fim de dar assistência adequada aos seguidores do Evangelho, para que tenham uma vida plenamente consciente e correta em uma sociedade tão enganadora e confusa.
        Um dos primeiros passos para se atingir esse objetivo é ajudar nosso povo a perceber que razão e fé não são inimigas mortais, ensinando-os também a limitar suas convicções doutrinárias ao campo dos ensinamentos bíblicos explícitos.

Rick Nãnez é pastor assembleiano (EUA) e missionário no Equador.


domingo, 27 de março de 2011

PALAVRA PASTORAL - 5 VIRTUDES DE QUEM SABE ESPERAR EM DEUS (PR. SANDRO REIS)

          Nossa Pastoral de hoje é ministrada pelo PR. SANDRO REIS, servo do Deus Vivo, que atualmente presta seu ministério na IGREJA BATISTA DO FLAMBOYANT, em Campos dos Goytacazes/RJ.


5 virtudes de quem sabe esperar em Deus.

“O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei? Ouve, ó Senhor, a minha voz quando clamo; compadece-te de mim e responde-me. Se meu pai e minha mãe me abandonarem, então o Senhor me acolherá. Ensina-me, ó Senhor, o teu caminho, e guia-me por uma vereda plana, por causa dos que me espreitam. Espera tu pelo Senhor; anima-te, e fortalece o teu coração; espera, pois, pelo Senhor.” (Sal. 27. 1,7,10,11,14)
           A Palavra de Deus ensina o cristão a se preparar de maneira espiritual e emocional para enfrentar momentos difíceis quando chegam as tribulações e as adversidades. A bíblia nos ensina a esperar com paciência na resposta do Senhor e como tomar a decisão certa para solucionar os seus problemas.
            O verbo ESPERAR se refere à ação de quem conta com a realização de alguma coisa desejada ou prometida. Esperar é sinônimo de aguardar, confiar, ter fé, ficar na expectativa.
            Existem características que revelam se uma pessoa sabe ou não esperar no Senhor.
A primeira virtude de uma pessoa que sabe esperar em Deus é trazer  em seu coração uma viva esperança.
A esperança é uma das coisas fundamentais na vida cristã.
            (1 Cor. 13.13) “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.” Neste texto, a esperança aparece entre os 3 maiores dons dados por Deus. Ela opera junto com a fé e o amor!
            O Apóstolo Pedro disse: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança. ( 1 Pedro 1. 3,4)
            Em Romanos 12.12, Paulo diz: “alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração;”
A segunda virtude de quem sabe esperar em Deus é a paciência.
Paulo não se refere a uma paciência comum. Esta paciência se relaciona com a longanimidade, que é um jeito especial de esperar com tranqüilidade e com serenidade. A pessoa paciente consegue suportar a dor, o infortúnio, o incômodo sem se queixar. A paciência cultiva em nós a resignação. Às vezes atravessamos por períodos de grande luta, mas conseguimos vencer através da paciência e resignação, esperando com fé numa providência divina.
(Salmo 40.1) “Esperei com paciência pelo Senhor, e ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor.”
A terceira virtude de uma pessoa que sabe esperar em Deus é a PRUDÊNCIA.
 Uma pessoa prudente não toma atitudes precipitadas!
A psicologia diz que uma pessoa precipitada normalmente é uma pessoa que se deixa dirigir pela emoção, pela intuição e pela lógica.
Biblicamente, estas pessoas resistem a uma dependência de Deus. Elas decidem rapidamente confiando em si mesmas. Nos seus sentimentos, em sua razão.... E se esquivam de uma submissão a Deus.
Não submetem a Deus o seus planos, suas idéias, suas vontades...
A quarta virtude de uma pessoa que sabe esperar em Deus é a gratidão sem murmuração.
Murmurar é reclamar contra Deus. Este comportamento aborrece ao Senhor! A ingratidão nos afasta de Deus!
Em muitos casos, nós também agimos assim:
            Deus está nos sustentando, nos protegendo, nos encaminhando, nos direcionando, mas os nossos olhos não estão voltados para aquilo que recebemos, e sim para aquilo que queremos ter!
Somos influenciados pelo meio, pela sociedade, e muitas vezes ficamos pedindo a Deus aquilo que de fato não precisamos.
A quinta virtude de quem sabe esperar em Deus é o controle da ansiedade.
 A ansiedade em dose normal faz bem ao ser humano. Ela mantém o homem motivado a lutar por seus objetivos e faz ele despertar para a realidade da vida: o mundo está andando, e nós não podemos ficar parados!
O problema é que já foi comprovado que a ansiedade exacerbada é um descontrole que pode provocar a somatização de outras doenças como a síndrome do pânico e até mesmo a depressão.

Aprenda em Cristo, a graça de saber esperar e confiar no Senhor.
Que Deus te abençoe,
Com amor e carinho, Pr. Sandro Reis, servo.